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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

GARRA RUFA????

O peixe médico (Garra rufa) é uma espécie de peixe utilizado com fins medicinais.

Na Turquia é criado em piscinas ao ar livre e alimenta-se da pele de doentes com psoríase. O peixe consome apenas a pele morta ou afectada pela doença, deixando a pele saudável crescer normalmente. Ainda que este tratamento não cure a doença, apenas aliviando temporariamente os sintomas, os doentes repetem periodicamente os tratamentos. Registaram-se casos de cura completa da psoríase após alguns tratamentos, mas devido à natureza imprevisível da doença, fortemente influenciada por factores endógenos, a cura pode surgir mas não é normalmente provável.

A espécie tem habitat nas bacias dos rios das áreas setentrionais e centrais do Médio Oriente, nomeadamente os rios Jordão, Orontes, Tigre e Eufrates. Também em rios e lagoas da Turquia e norte da Síria. A sua exploração comercial é protegida por lei na Turquia, devido a recear-se uma captura excessiva para exportação. Os Garra rufa podem ser criados num aquário doméstico; ainda que não seja um peixe para principiantes, é bastante robusto. Para tratamento de doenças de pele, as espécimes de aquário não serão as mais adequadas, pois o seu comportamento de se alimentarem de pele manifesta-se apenas em condições de alimentação escassa e irregular.

A partir de Abril de 2006, a estância termal de Tóquio, Oedo Onsen Monogatari, disponibiliza este tratamento aos seus clientes. É anunciado não só para tratamento de doenças de pele, mas também como excelente pedicure.

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EU NÃO SABIA DISSO !!!!

mais um golpe

Presos fraudadores que deram golpe R$ 63 mi na Saúde em SP

Esquema se beneficiava com comissões de fabricantes, fazendo Estado fornecer remédios para pacientes falsos

Jair Aceituno, especial para o Estado

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MARÍLIA - O medico dermatologista Paulo César Ramos, a advogada Fabiana Noronha, a presidente e a secretária da Associação dos Portadores de Vitiligo e Psoríase do Estado de São Paulo, Lucy Grassi e Ivanete Aparecida Marini, foram presos nesta segunda-feira, 1, em Marilia, pela Operação Garra Rufa, da Policia Civil e Secretaria da Saúde do Estado, acusados de utilizar atestados falsos para conseguir liminares que obrigam o Estado a fornecer medicamentos de alto custo a pacientes e falsos pacientes ligados à ONG. A mesma operação prendeu em Ribeirão preto o advogado Márcio Lancita e os representantes de laboratório Nilson Afonso Godoi e Fabio Marques. Em Bauru foram presos o advogado Guilheme Oliveira e o representante Dalton Araújo Pereira.



O delegado Fábio Pinha Alonso disse que as suspeitas da fraude começaram há 9 meses no município de Quatá onde existiam 15 pessoas com liminares ganhas para obter o medicamento e ficou comprovado que três delas não eram portadores da doença. O que mais chamou a atenção dos técnicos da Saúde e da própria polícia é que os médicos e advogados dos pacientes sempre eram os mesmos, o que indicava a possibilidade de um esquema montado.



A investigação, que incluiu escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e envolveu 50 policiais, revelou que os operadores do esquema utilizavam laudos que atestavam falsamente a doença das pessoas apontadas como pacientes e, ao obrigarem o Estado a comprar o medicamento, ganhavam comissões dos três laboratórios, cujos nomes não foram divulgados. O tratamento da psoríase é de longa duração, no mínimo dois anos, custa R$ 5 mil por mês a cada paciente e não faz parte do protocolo do Ministério da Saúde. Só é oferecido em casos excepcionais, com ordem judicial. As primeiras avaliações indicam que o golpe sangrou os cofres do Estado em R$ 63 milhões.



Os acusados serão formalmente acusados de formação de quadrilha ou bando, falsidade ideológica, falsidade em atestado médico e uso de documento falso. O delegado, que viajou a São Paulo no começo da tarde desta segunda-feira, 1, disse que ainda está investigando outros crimes e mais pessoas que podem estar envolvidas na fraude.



A Associação dos Portadores de Vitiligo e Psoríase do Estado de São Paulo foi fundada no ano 2000, com a finalidade de criar possibilidades de tratamento para os pacientes dessas duas doenças dermatológicas. O crime em apuração pela polícia é a fraude através da apresentação de pessoas sadias como doentes e a corrupção através das comissões pagas pelos laboratórios. Na tarde desta segunda-feira, 1, o site da entidade continuava na internet, mas seus telefones não atendiam. A sede está instalada em Marília.



Garra Rufa - nome da operação policial - é um peixe da Turquia que se alimenta da pele de pacientes portadores da psoríase.

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