O peixe médico (Garra rufa) é uma espécie de peixe utilizado com fins medicinais.
Na Turquia é criado em piscinas ao ar livre e alimenta-se da pele de doentes com psoríase. O peixe consome apenas a pele morta ou afectada pela doença, deixando a pele saudável crescer normalmente. Ainda que este tratamento não cure a doença, apenas aliviando temporariamente os sintomas, os doentes repetem periodicamente os tratamentos. Registaram-se casos de cura completa da psoríase após alguns tratamentos, mas devido à natureza imprevisível da doença, fortemente influenciada por factores endógenos, a cura pode surgir mas não é normalmente provável.
A espécie tem habitat nas bacias dos rios das áreas setentrionais e centrais do Médio Oriente, nomeadamente os rios Jordão, Orontes, Tigre e Eufrates. Também em rios e lagoas da Turquia e norte da Síria. A sua exploração comercial é protegida por lei na Turquia, devido a recear-se uma captura excessiva para exportação. Os Garra rufa podem ser criados num aquário doméstico; ainda que não seja um peixe para principiantes, é bastante robusto. Para tratamento de doenças de pele, as espécimes de aquário não serão as mais adequadas, pois o seu comportamento de se alimentarem de pele manifesta-se apenas em condições de alimentação escassa e irregular.
A partir de Abril de 2006, a estância termal de Tóquio, Oedo Onsen Monogatari, disponibiliza este tratamento aos seus clientes. É anunciado não só para tratamento de doenças de pele, mas também como excelente pedicure.
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EU NÃO SABIA DISSO !!!!
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segunda-feira, 1 de setembro de 2008
mais um golpe
Presos fraudadores que deram golpe R$ 63 mi na Saúde em SP
Esquema se beneficiava com comissões de fabricantes, fazendo Estado fornecer remédios para pacientes falsos
Jair Aceituno, especial para o Estado
Tamanho do texto? A A A A
MARÍLIA - O medico dermatologista Paulo César Ramos, a advogada Fabiana Noronha, a presidente e a secretária da Associação dos Portadores de Vitiligo e Psoríase do Estado de São Paulo, Lucy Grassi e Ivanete Aparecida Marini, foram presos nesta segunda-feira, 1, em Marilia, pela Operação Garra Rufa, da Policia Civil e Secretaria da Saúde do Estado, acusados de utilizar atestados falsos para conseguir liminares que obrigam o Estado a fornecer medicamentos de alto custo a pacientes e falsos pacientes ligados à ONG. A mesma operação prendeu em Ribeirão preto o advogado Márcio Lancita e os representantes de laboratório Nilson Afonso Godoi e Fabio Marques. Em Bauru foram presos o advogado Guilheme Oliveira e o representante Dalton Araújo Pereira.
O delegado Fábio Pinha Alonso disse que as suspeitas da fraude começaram há 9 meses no município de Quatá onde existiam 15 pessoas com liminares ganhas para obter o medicamento e ficou comprovado que três delas não eram portadores da doença. O que mais chamou a atenção dos técnicos da Saúde e da própria polícia é que os médicos e advogados dos pacientes sempre eram os mesmos, o que indicava a possibilidade de um esquema montado.
A investigação, que incluiu escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e envolveu 50 policiais, revelou que os operadores do esquema utilizavam laudos que atestavam falsamente a doença das pessoas apontadas como pacientes e, ao obrigarem o Estado a comprar o medicamento, ganhavam comissões dos três laboratórios, cujos nomes não foram divulgados. O tratamento da psoríase é de longa duração, no mínimo dois anos, custa R$ 5 mil por mês a cada paciente e não faz parte do protocolo do Ministério da Saúde. Só é oferecido em casos excepcionais, com ordem judicial. As primeiras avaliações indicam que o golpe sangrou os cofres do Estado em R$ 63 milhões.
Os acusados serão formalmente acusados de formação de quadrilha ou bando, falsidade ideológica, falsidade em atestado médico e uso de documento falso. O delegado, que viajou a São Paulo no começo da tarde desta segunda-feira, 1, disse que ainda está investigando outros crimes e mais pessoas que podem estar envolvidas na fraude.
A Associação dos Portadores de Vitiligo e Psoríase do Estado de São Paulo foi fundada no ano 2000, com a finalidade de criar possibilidades de tratamento para os pacientes dessas duas doenças dermatológicas. O crime em apuração pela polícia é a fraude através da apresentação de pessoas sadias como doentes e a corrupção através das comissões pagas pelos laboratórios. Na tarde desta segunda-feira, 1, o site da entidade continuava na internet, mas seus telefones não atendiam. A sede está instalada em Marília.
Garra Rufa - nome da operação policial - é um peixe da Turquia que se alimenta da pele de pacientes portadores da psoríase.
Esquema se beneficiava com comissões de fabricantes, fazendo Estado fornecer remédios para pacientes falsos
Jair Aceituno, especial para o Estado
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MARÍLIA - O medico dermatologista Paulo César Ramos, a advogada Fabiana Noronha, a presidente e a secretária da Associação dos Portadores de Vitiligo e Psoríase do Estado de São Paulo, Lucy Grassi e Ivanete Aparecida Marini, foram presos nesta segunda-feira, 1, em Marilia, pela Operação Garra Rufa, da Policia Civil e Secretaria da Saúde do Estado, acusados de utilizar atestados falsos para conseguir liminares que obrigam o Estado a fornecer medicamentos de alto custo a pacientes e falsos pacientes ligados à ONG. A mesma operação prendeu em Ribeirão preto o advogado Márcio Lancita e os representantes de laboratório Nilson Afonso Godoi e Fabio Marques. Em Bauru foram presos o advogado Guilheme Oliveira e o representante Dalton Araújo Pereira.
O delegado Fábio Pinha Alonso disse que as suspeitas da fraude começaram há 9 meses no município de Quatá onde existiam 15 pessoas com liminares ganhas para obter o medicamento e ficou comprovado que três delas não eram portadores da doença. O que mais chamou a atenção dos técnicos da Saúde e da própria polícia é que os médicos e advogados dos pacientes sempre eram os mesmos, o que indicava a possibilidade de um esquema montado.
A investigação, que incluiu escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e envolveu 50 policiais, revelou que os operadores do esquema utilizavam laudos que atestavam falsamente a doença das pessoas apontadas como pacientes e, ao obrigarem o Estado a comprar o medicamento, ganhavam comissões dos três laboratórios, cujos nomes não foram divulgados. O tratamento da psoríase é de longa duração, no mínimo dois anos, custa R$ 5 mil por mês a cada paciente e não faz parte do protocolo do Ministério da Saúde. Só é oferecido em casos excepcionais, com ordem judicial. As primeiras avaliações indicam que o golpe sangrou os cofres do Estado em R$ 63 milhões.
Os acusados serão formalmente acusados de formação de quadrilha ou bando, falsidade ideológica, falsidade em atestado médico e uso de documento falso. O delegado, que viajou a São Paulo no começo da tarde desta segunda-feira, 1, disse que ainda está investigando outros crimes e mais pessoas que podem estar envolvidas na fraude.
A Associação dos Portadores de Vitiligo e Psoríase do Estado de São Paulo foi fundada no ano 2000, com a finalidade de criar possibilidades de tratamento para os pacientes dessas duas doenças dermatológicas. O crime em apuração pela polícia é a fraude através da apresentação de pessoas sadias como doentes e a corrupção através das comissões pagas pelos laboratórios. Na tarde desta segunda-feira, 1, o site da entidade continuava na internet, mas seus telefones não atendiam. A sede está instalada em Marília.
Garra Rufa - nome da operação policial - é um peixe da Turquia que se alimenta da pele de pacientes portadores da psoríase.
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