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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

PRESSA, PRESSÃO, MAU PRESSÁGIO!


As palavras de ordem nessa atual gestão da Secretaria Municipal de Saúde, são essas: Pressa e Pressão. O resulta em Mau presságio. Nem sempre a pressa dá certo, causar pressão é prejudicial e o resultado é desastroso.
A gestão da Prefeitura Municipal de Aracaju parece não conhecer a essência do trabalho do Agente Comunitário de Saúde, pois está exigindo desde o mês de agosto uma espécie de aceleração na rotina dos trabalhos do Agente Comunitário de Saúde.
Com a possibilidade da entrada de recursos do PMAQ, nesse Ciclo que se inicia, as equipes estão em processo acelerado para atingir “metas”. Metas essas, exigidas a todo vapor, não levando em consideração a QUALIDADE que o PMAQ exige e sim DADOS e RAPIDEZ. Desde segunda, dia 28/08 a Secretaria Municipal de Saúde emitiu folhas de assinaturas para controle de ponto. Controlar o ponto dos Agentes pela QUANTIDADE de cadastro e visitas realizadas no dia. Seria absolutamente normal se o “SISTEMA” de cadastro fosse como antes, que bastava alguns dados e pronto o profissional na visita conseguia fazer 10 visitas por dia, mas, nos termos do cadastro de hoje, fica impossível, já que os formulários para esse procedimento são enormes, com várias perguntas, detalhes da vida da família, que muitas vezes, possui até 10 moradores, e a ficha é um procedimento individual.
Portanto, se o Agente de Saúde faz uma visita numa casa que tem dez moradores ele fez dez cadastros individuais. No entanto, a Secretaria está EXIGINDO dez CASAS e não dez cadastros. Ora, só prova que a nova Secretária não deve conhecer o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde, o dia a dia desse profissional é mais profundo que ela imagina ou a gestão atual.
Quando entramos numa casa não apenas colhemos dados, colhemos conversa, escutamos, orientamos, ouvimos desabafos, queixas, alegrias e lamúrias. Não podemos simplesmente bater nas portas colher os dados correndo e sair sem ouvir a comunidade. Além de muitas vezes o ACS ter que voltar na unidade para buscar alguma resposta para o paciente, participar de reuniões, atividades educativas etc. Não vamos aqui detalhar o que a Secretaria deveria ter conhecimento.
Sem contar com a ausência de equipamentos que foram adquiridos para modernizar e agilizar esse tipo de trabalho, que já se encontra nos depósitos da Prefeitura há anos esperando para ser entregue e facilitaria o bom andamento do trabalho de toda equipe. Aliás, essa é a parte que emperra as atividades, pois, o trabalho feito manual é extremamente lento e repetitivo pois, o ACS tem que preencher a ficha na casa do usuário, depois digitar, colocar na pasta do arquivo e colocar na agenda para seu controle pessoal, já que recentemente , e só AGORA, a prefeitura contratou digitadores para fazer esse serviço. Antes o ACS ainda tinha que levar para digitar em casa, pois os postos, a maioria, não ofereciam recursos tecnológicos para isso.
Depois de uma greve da categoria a exigência ficou mais acirrada, até parece que seria uma forma de punição, para que a categoria não reclame mais, por ficar com salário defasado. Além da desorganização no controle de ponto, já que foi implantado o PONTO DIGITAL e mesmo assim, muitos estão assinando ainda folhas de ponto, outros não sabem se terão descontos, gerentes que não informam direito sobre o assunto, porque não sabem como ficará o controle. A prefeitura não sabendo ainda organizar esse controle, prefere colocar folhas que comprovem a visita. DESNECESSÁRIO, pois a folha do ESUS já é um controle. O ACS não pode INVENTAR dados, esse novo sistema não permite, pois sem alguns dados o profissional não consegue cadastrar, se inventar poderá responder pelo erro e já existe uma folha de visita no sistema. Fica a pergunta: para que mais uma folha de controle? Para que serve o ponto digital? Para que serve o cadastro?
Se a própria gestão não confia no cadastro, porque ela alimenta o sistema?

https://www.youtube.com/watch?v=dJpS-5QX8Ww



Fica como dica do verdadeiro trabalho do AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE esse documentário ( https://www.youtube.com/watch?v=dJpS-5QX8Ww) realizado por uma Agente, que mostra que não trabalhamos apenas com dados. Trabalho esse que teve apoio da Prefeitura na época da realização. Pois, a prefeitura, o trabalho dos funcionários, o PSF não muda, o que muda é GESTÃO, GESTORES, melhorias no sistema para atender os beneficiários, usuários e o povo. O que precisa é acabar com “mimimi”, palavras proferidas pelo atual GESTOR na ocasião de sua vitória, quando prometeu melhorar a QUALIDADE DE VIDA dos Aracajuanos, isso inclui os funcionários também.



Um comentário:

Ubiracy Ferreira Suassuna disse...

Perfeito, uma saúde de quantitativo adoece quando se desconsidera o qualitativo.

oi

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