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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

DESFILE CÍVICO: INDEPENDÊNCIA OU MORTE

Em comemoração ao dia da independência do Brasil o 7 de setembro, que na realidade não se sabe o que de fato aconteceu as margens do rio Ipiranga, se foi um grito de dependência ou uma cagada desordenada, A historia oficial é oficiosa, mas deixemos este relato para os historiadores e não os contadores de história.
            Estive na avenida para ver o desfile e percorri toda ela até chegar à praça da bandeira, passando pelo palanque oficial o QG das “autoridades”, como sempre vi crianças inocentemente embalando suas bandeirinhas sem saber o que o futuro lhe reserva, idosos com a sensação de dever comprido aplaudem lentamente com suas mãos calejadas pelo tempo quem pela avenida passa, além de políticos oportunistas que pegam carona  e acenam aleatoriamente ao vento. Passam também pela avenida jovens bombados exibindo seus corpos “NÙS” esculpido pelos anabolizantes, um detalhe só andam em bandos feitos homens da caverna, enfim o desfile da independência é um mosaico para todos os gostos.
            Como sempre o desfile militar e dos expedicionários dão um show a parte, sobretudo o desfile militar  que não perde sua hegemonia nos surpreendendo a cada ano com o seu arsenal  bélico que a população só ver na corrente data e sente falta no seu cotidiano.
            Os desfiles das escolas publicas na sua minoria também dão seu show a parte trazendo o que há de mais belo e humano de um desfile cívico na sua essência, agora o mais triste é ver uma grande parte das escolas que não foram tantas assim entoares ritmos de Axé e afoxé  como se estivéssemos em pleno carnaval baiano, com sons de Ivete Sangalo a parangolé. As escolas passam como se estivessem marchando e não desfilando, se fosse musicas sergipana se toleraria, é triste verificar esta total ausência de identidade cultural e cívica.
            O grito dos excluídos na sua 17° edição, organizado pelos movimentos sociais e encabeçado pela igreja católica se fez presente mais uma vez  na avenida com suas mensagens de protesto, mais falando de amor, paz, fraternidade, terra e direito a vida. O grito não é mais o de outrora, em outros governos a participação era bem maior do que se viu, pois os movimentos estão cada vez mais fragmentados, diluídos, divididos e R$ 100,00 identidades, ao passo que só foram  para as ruas os inconformados ( será que eles sabiam o que estavam fazendo ali?)  por que os demais MANIFESTANTES estão bem acomodados e lotados em alguns gabinetes e momentaneamente esqueceram os movimentos.
            Até a igreja com toda a sua hegemonia e exercito de devotos estavam em menor número que em anos anteriores, o MST que historicamente envermelhava a avenida não é mais o mesmo, o que se  viu foi meia dúzia de bandeiras carregadas por insistentes militantes e um carro importado (HONDA CIVIC) servindo de apoio logístico “QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ MST ”.
              Um paredão humano de policiais militares foi formado a fim de limitar o grito dos excluídos e conseguiram com êxito, fato que não víamos em outros tempos, pois o movimento era forte e homogêneo. Em outros tempos teríamos rompido este paredão desumano, o que está faltando hoje são lideranças e compromisso, pois o que se ver hoje nos movimentos são burocratas.
            O mais hilário deste desfile foi ver no mesmo palanque o vice-governador Jackson Barreto e a presidente do tribunal de contas Isabel Nabuco, inimigos no passado e tão próximos no presente.  
            E viva a dependência dos independentes, a democracia da demagogia, a indecência dos indecentes, onde a falsidade reina no ninho das serpentes e das hienas, onde tudo é permitido e onde tudo covém.


Carlos Augusto Reall.
       Poeta e Educador social. 

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